quarta-feira, 16 de março de 2011

Conceitos de Sustentabilidade

Estou lendo o livro A Empresa Sustentável, de Andrew Savitz, e encontrei algumas definições de Sustentabilidade que gostaria de compartilhar:
  • "Sustentabilidade, na prática, pode ser encarada como a arte de fazer negócios num mundo interdependente."
  • "Sustentabilidade é respeito à interdependência dos seres vivos entre si e em relação ao meio ambiente. Sustentabilidade significa operar empresa, sem causar danos aos seres vivos e sem destruir o meio ambiente, mas, ao contrário, restaurando-o e enriquecendo-o."
  • "Sustentabilidade é reconhecimento das necessidades e interesses das outras partes (grupos comunitários, instituições educacionais e religiosas, força de trabalho e público)... reforçando a rede de relacionamentos que as mantém integradas."
  • "E Sustentabilidade ainda é aceitação da interdependência de diferentes aspectos da existência humana. Crescimento econômico e sucesso financeiro são importantes e geram benefícios significativos para as pessoas e para a sociedade como um todo. Mas outros valores humanos também são fundamentais, inclusive vida familiar, crescimento intelectual, expressão artística e desenvolvimento moral e espiritual. Sustentabilidade é gestão do negócio de maneira a promover o crescimento e gerar lucro, reconhecendo e facilitando a realização das aspirações econômicas e não-econômicas das pessoas de quem a empresa depende, dentro e fora da organização."
Este post é para nos fazer pensar.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Story of Stuff

Hoje encontrei um vídeo de 2007 relacionado com Responsabilidade Social. Este vídeo, produzido nos Estados Unidos, nos dá uma visão global sobre Produção X Sustentabilidade. Ele mostra todas as etapas que envolvem uma produção, desde a extração da matéria-prima, passando pela produção, venda e consumo até o descarte. E o quanto isso, como é feito atualmente, prejudica o nosso Planeta.
O vídeo é em inglês mas tem legenda em português (embora esta falhe algumas vezes).
Espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei.


http://www.storyofstuff.com/international/

ISO e Sustentabilidade

Acredito que muitos já tenham ouvido falar em ISO, que uma empresa é certificada na ISO, mas o que é a ISO?
Vamos usar como exemplo o papel para entendermos o que é a  ISO. A maioria de nós conhece o papel A4, mas o que poucos sabem é que o tamanho A4 é um tamanho de papel definido na ISO 216, de 1975. E por que existe este padrão? Bem, vocês já imaginaram se cada empresa do mundo inteiro resolvesse fabricar papel do tamanho ela que quisesse? Como seria a venda desse material? Qual seria a base de equiparação de preço para papéis tão diferentes? Como as empresas poderiam fabricar impressoras sem tamanho padrão de papel? Eu sei que isto é apenas um simples exemplo, mas que nos leva a pensar na importância da padronização global de produtos e serviços. E é justamente a esta padronização que a ISO se propõe.
A ISO (International Organization for Standardization), fundada em 1947 em Genebra, é a maior organização de desenvolvimento e publicação de padrões internacionais. Ou seja, é a ISO que padroniza tanto a produção quanto os serviços das empresas em quase todo o mundo. Esses padrões garantem as características desejáveis ​​dos produtos e serviços, tais como qualidade, respeito pelo ambiente, segurança, confiabilidade, eficiência e intercambiabilidade, visando sempre economia.  
Um fato interessante a ser destacado é que seus fundadores tiveram a preocupação de padronizar até o nome da organização. Como a ISO teria diferentes siglas em diferentes idiomas (por exemplo: "IOS" em Inglês, "OIN" em francês), seus fundadores escolheram ISO que é derivado do grego isos e que significa "igual". Então seja qual for o país, seja qual for a língua, a forma abreviada do nome é sempre ISO. O Brasil participa da ISO através da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
ISO 9000, de 1987, é muito conhecida no mundo atual. Ela designa um grupo de normas técnicas que estabelece um modelo de gestão de qualidade para as organizações em geral. E a ISO 14000, de 1996, é também bem conhecida. Ela que estabelece diretrizes sobre a área de gestão ambiental dentro das empresas, garantindo a redução da carga de poluição gerada por essas organizações.
Mas e a Sustentabilidade onde se encaixa?
A ISO 26000, lançada no Brasil em dezembro de 2010elenca os princípios e temas centrais de Responsabilidade Social e orienta como as organizações devem integrá-los em sua atuação, considerando os impactos econômicos, sociais e ambientais de suas atividades, diretos ou indiretos. A norma contempla sete temas: direitos humanos, práticas de trabalho, meio ambiente, governança organizacional, práticas leais de operação, relacionamento com consumidores, envolvimento comunitário e desenvolvimento e tem um capítulo específico de orientação sobre como integrar Responsabilidade Social na organização. A expectativa é de que esta norma se torne um novo paradigma (modelo) de atuação em Responsabilidade Social para todas as organizações.
A ISO 26000 definiu, entre outros tópicos, o conceito de Responsabilidade Social: “Responsabilidade de uma organização sobre os impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente através de comportamento transparente e ético que contribua para o desenvolvimento sustentável, incluindo saúde e o bem estar da sociedade; leve em conta a expectativa das partes interessadas; esteja de acordo com as leis aplicáveis e consistente com as normas internacionais de comportamento; e esteja integrada através da organização e praticada nos relacionamentos desta”. 
Portanto agora é torcer para que as empresas sigam as diretrizes da ISO 26000!



http://pt.wikipedia.org/
http://www.iso.org/iso/home.html
http://www.redenoticia.com.br/noticia/2010/lancamento-da-iso-26000-no-brasil/32717
http://www.abnt.org.br/

quinta-feira, 10 de março de 2011

Tripé da Sustentabilidade

Vamos voltar um pouco ao passado.... Quais eram as características de uma boa empresa? Como era aquela empresa  na qual todo mundo confiava? Aquela que era quase sinônimo de fortaleza. Com certeza uma empresa sustentável no passado era aquela economicamente saudável, que tinha um bom patrimônio e com um Lucro crescente. O sonho de muitos de nós era trabalhar numa empresa assim e quem sabe se aposentar lá.
Mas os anos foram passando e surgiu uma peça a mais nessa engrenagem. Agora não  bastava só o Lucro. Começou a se pensar nas Pessoas: nos funcionários, em suas famílias, nas comunidades ao redor. Novas preocupações surgiram: os funcionários estão sendo bem remunerados e de acordo com as Leis Trabalhistas? O ambiente de trabalho é salutar? A comunidade da região está sendo afetada? Com isso, passou-se a pensar não só no Lucro mas também no Social.
Mas o tempo foi passando e surgiu mais uma questão: o Ambiente. As empresas passaram a se preocupar com o uso desmedido da matéria-prima, além do fantasma de estarem contribuindo para a destruição do nosso Planeta.
E com isso surgiu o Tripé da Sustentabilidade: Profit (Lucro), People (Pessoas) e Planet (Planeta). O Tripé também é conhecido como Triple Bottom Line ou como os 3 P´s da Sustentabilidade.
O Tripé é formado por posturas, objetivos e processos que toda companhia deve adotar para criar valor econômico, social e ambiental, minimizando ao máximo os danos de sua atuação. E este é o grande desafio: ser social e ambientalmente responsável sem deixar de ser economicamente sustentável!
Por mais caro que seja para uma organização se iniciar no TBL (Triple Bottom Line), ele é um investimento de longo prazo muito válido e que apresenta um retorno certo porque agrega-se muito valor intangível (valor abstrato) às companhias que zelam pelo ambiente e pela sociedade. E a tendência do consumidor é a busca cada vez mais expressiva por essas empresas. O diferencial competitivo é claro!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Triple_bottom_line
http://ambiente.hsw.uol.com.br/desenvolvimento-sustentavel2.htm
http://www.ecajr.com.br/caixadolapis/?p=1146
http://www.sinprorp.org.br/Clipping/2002/206.htm

quarta-feira, 9 de março de 2011

Apple - a empresa sustentável

Não tenho aqui nenhum interesse em fazer propaganda de empresas ou de qualquer outra coisa. Mas hoje lendo um artigo sobre a Apple e a Sustentabilidade não pude deixar de compartilhar com vocês estas informações.

Muitas pessoas conhecem o termo "Applemaníaco"; dizem que quem compra um produto Apple se encanta tanto que não consegue mais se separar da marca, e isso ocorre porque na Apple tudo é feito para encantar o cliente e facilitar a sua vida. Mas o que poucos sabem é que por trás dessa empresa de vanguarda existe toda uma preocupação com a Sustentabilidade, o que num mundo globalizado é vital para o futuro das organizações.

Para se ter uma ideia, relacionei abaixo algumas ações que a tornam sustentável:
  • Os produtos são construídos com alumínio 100% reciclável.
  • Os monitores são feitos com vidro 100% reciclável.
  • A iluminação do painel utiliza tecnologia LED, uma alternativa ecológica de redução de consumo de energia.
  • Todos os produtos são fabricados sem componentes prejudiciais ao meio ambiente, como por exemplo: chumbo, PVC, mercúrio, arsênico, entre outros.
  • Suas embalagens são compactas significando menos transporte, menos consumo de combustível e menos resíduos no meio ambiente.
  • Para as pessoas que residem nos Estados Unidos existe um programa de reciclagem para a próxima troca do equipamento, pois a Apple recicla 90% dos componentes utilizados no produto original.
  • Em geral, seus produtos possuem mais recursos interativos e portanto menos desperdício de energia.
Esperamos que muitas empresas sigam este exemplo!

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-empresa-sustentavel/52877/

sábado, 5 de março de 2011

Já que o assunto é Carnaval

Salvador está com tudo quando o assunto é Sustentabilidade. Mais um camarote, o Expresso 2222 no circuito Barra-Ondina, está totalmente a favor do meio ambiente.
Entre suas ações podemos destacar:
1. toda a construção é de material sustentável. O chão foi feito com material de construção reutilizado e as paredes e tetos com placas a partir de caixinhas longa-vida.
2. uma pequena estação de reciclagem foi instalada dentro do camarote para mostrar como é um processo de triagem. E educadores ambientais ensinarão os convidados a forma correta de descartar os resíduos.
3. serão distribuidos copos biodegradáveis. No copo há um espaço para o convidado escrever o seu nome e os foliões serão estimulados a usar o mesmo copo durante toda a noite.

Abs e aproveitem a Folia!

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI216428-16381,00-O+EXPRESSO+DA+RECICLAGEM.html

quinta-feira, 3 de março de 2011

Saco plástico causa menos danos que ecobags

Bem, acho que por esta notícia ninguém esperava.

Uma pesquisa inédita do governo britânico indica que sacolas de plástico podem não ser vilãs ecológicas. Esta pesquisa buscava descobrir qual tipo de saco tem o menor impacto ambiental na poluição causada pela extração das matérias-primas, produção, transporte e eliminação.
Um relatório da Agência do Meio Ambiente britânica, obtido pelo jornal britânico "The Independent" no último domingo (27), descobriu que o PEAD (polietileno de alta densidade) utilizado nas sacolas plásticas causa menos impacto ambiental do que as matérias-primas das ecobags. O relatório ainda está sendo revisado, mas os resultados indicam que, para equilibrar o pequeno impacto de cada saquinho, os consumidores teriam que usar a mesma sacola de algodão em todos os dias úteis do ano  ou usar sacolas de papel.
O problema é que a maioria dos sacos de papel é utilizada apenas uma vez e os sacos de algodão são usados apenas 51 vezes antes de serem descartados, tornando-se assim piores que as sacolas plásticas usadas apenas uma vez. Mas é sempre bom ressaltar que limitar o uso das sacolas plásticas e reutilizá-las reduz os danos ambientais.
Segundo o estudo, todos os sacos causam impacto. A melhor solução seria utilizar um saco de algodão centenas de vezes, provavelmente por anos. Ou sacolas plásticas se for utilizá-las poucas vezes.

Informação

Estou sem internet há quase 2 dias. A TVA disse que hoje resolverá o problema, assim espero.
Quando tudo se normalizar voltarei aos estudos e atualizarei o blog.
Abraços a todos!

terça-feira, 1 de março de 2011

Carnaval Sustentável 2011

Já que o assunto da semana é Carnaval...
Encontrei uma reportagem que fala do camarote do Reino, no circuito Barra-Ondina em Salvador, que adotou políticas e ações ecologicamente corretas. Li interessada em saber como seria um camarote que tem como tema a Sustentabilidade.

O Camarote do Reino 2011:
1. concentrou esforços em eliminar o desperdício de matéria-prima, investindo em materiais resistentes e duráveis. A carpintaria foi feita de madeira de reflorestamento ou sobra de madeira. E o piso poderá ser reaproveitado em pelo menos mais quatro carnavais,
2. as paredes dos banheiros foram construídas com garrafas pet,
3. a água da torneira dos banheiros será reutilizada para a descarga,
4. os geradores de energia serão abastecidos com biocombustível,
5. haverá uma coleta seletiva que separa o material reciclável do lixo orgânico,
6. os abadás foram produzidos com fios de garrafa pet e tintura não poluente e serão entregues acompanhados de uma bolsa ecologicamente correta.

Só posso dizer que atitudes assim fazem a diferença.... Bom Carnaval a todos!

http://www.carnasite.com.br/v4/noticias/noticia.asp?CodNot=13141

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Os desafios da Sustentabilidade para o Mundo Corporativo

Semana passada assisti a uma palestra de Ricardo Young (ex-presidente do Instituto Ethos) onde ele falava sobre os desafios que as empresas atuais encontram para estarem alinhadas com a necessidade de se construir nos próximos 40 anos um padrão autossustentável.
De acordo com Ricardo Young existem 4 grandes desafios a serem vencidos pelas empresas:
1. Compreender quais são as Externalidades de uma empresa. As externalidades são os "efeitos colaterais", ou seja, são os efeitos, positivos ou negativos, causados a terceiros pela sua empresa, sem que estes tenham a oportunidade  de impedi-los. Referem-se aos impactos de uma decisão sobre aqueles que não participam dessa decisão. Um exemplo simples é a emissão de gás carbono emitido pela frota veicular de uma empresa que afeta toda uma comunidade. O que esta empresa está fazendo para diminuir ou acabar com a emissão de carbono? O importante é que os empresários percebam que a empresa é o elo de uma cadeia, que nenhuma empresa é uma ilha e que o não controle de suas externalidades, no futuro, empatará a sua competitividade. As empresas que conseguirem gerir bem as suas externalidades serão mais competitivas e terão um maior valor no mercado.
2.  Cultura da Gestão Sustentável da Empresa. A Global Reporting Initiative (GRI) é uma organização não-governamental com sede na Holanda, cuja missão é desenvolver e disseminar globalmente diretrizes para a elaboração de relatórios de sustentabilidade utilizadas voluntariamente por empresas do mundo todo e, desde seu início em 1997, tem focado suas atividades no desenvolvimento de um padrão de relatório que aborde os aspectos relacionados à sustentabilidade econômica, social e ambiental das organizações. A GRI busca atribuir aos relatórios de sustentabilidade a mesma utilidade e seriedade dos relatórios e balanços financeiros, conferindo-lhes o status de documento.
Neste ponto, supondo que a sua empresa esteja comprometida com a sustentabilidade, é relevante questionar se a atual gestão de sua empresa faz uma integração entre os relatórios financeiros com os relatórios de sustentabilidade. Se na sua empresa há um balanço social. Se é levado em consideração o interesse de todas as partes interessadas (fornecedores, produtores, consumidores, etc.). Ricardo Young deixa claro que as empresas devem desenvolver uma relação de confiança com mudança de valores. Mas como otimizar uma produção elevando seu lucro e mitigando os riscos? Que empresa paga para mapear, dialogar e construir uma relação de confiança?
3. Investimento em tecnologia. A tecnologia passou a ser um ponto crucial porque é só através de alta tecnologia que produziremos com impacto zero para o Planeta. Aqui é importante ter em mente que o ideal para as empresas é que o ciclo de vida dos produtos tem que dar zero, por exemplo, como reutilizar os pneus que já foram usados. O importante é que nada sobre para a Natureza. Aqui podemos destacar a Lei dos Resíduos Sólidos que estabelece: a) o conceito de ciclo de vida dos produtos, considerando todas as etapas de produção: desenho, matérias primas, produção, armazenamento, reciclagem e disposição final, b) embalagens devem facilitar a reutilização e a reciclagem, restringindo o volume e o peso, c)responsabilidade compartilhada pós-consumo entre os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores, d) logística reversa onde as empresas estabelecem sistemas de retorno pós-consumo de embalagens de agrotóxicos, baterias, pilhas, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes, produtos eletroeletrônicos, etc., independentes dos serviços de limpeza pública, e) criação e desenvolvimento de cooperativas e associações de trabalhadores em materiais recicláveis como parte dos processos de logística reversa e inclusão social. De acordo com a cientista, Janine Benyus, qual é o laboratório mais sustentável do planeta? A Natureza. Na Natureza não encontramos lixo, tudo é reutilizado em outras cadeias. E talvez nela devêssemos nos inspirar para a criação de uma empresa sustentável.
4. Marcos Regulatórios. O marco regulatório é responsável pela criação de um ambiente que concilie a saúde econômico-financeira das empresas com as exigências e as expectativas do mercado consumidor. Por exemplo, no caso específico da telefonia no Brasil, esse organismo é a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Só que existe um tempo para que os marcos regulatórios de Sustentabilidade que já estão sendo usados passem a ser Lei. E como fazer com que esses marcos regulatórios ainda "ilegais" sejam aceitos e utilizados pela área jurídica de sua empresa, já que jurídico existe exatamente para fazer com que as empresas não corram riscos. Talvez o melhor caminho a ser seguido seja o departamento jurídico trabalhar tanto com os marcos regulatórios "não legais" e como também com os legais que já estão em andamento. E como lidar com os bancos que "por definição"  têm aversão ao risco? Como conciliar tudo isso? 

Concluindo, a Empresa do Século XXI será uma empresa onde a ética e a transparência prevaleçam. E tudo será possível a partir da conscientização de empresários, CEOs, CFOs, gerentes, assistentes,consumidores, etc. Na realidade tudo é conscientização do indivíduo como um elemento importante dentro dessa cadeia que deve ser autossustentável.